01
Dez
09

a covardia não muda o destino

As histórias com cada um dos meus melhores amigos foi construída durante determinado tempo. Alguns mais, outros menos. No meio delas, existem brigas, farpas, alegrias, momentos, pessoas, sofrimento, diversão… tanta coisa, tanto boas quanto ruins. Cada uma delas funcionou como um tijolo, que sustenta a nossa relação até hoje.

Durante esse tempo, essas pessoas aprenderam detalhes sobre mim, sobre como eu ajo e hoje, finalmente, sabem exatamente quem eu sou. Isso aconteceu porque eles permitiram que isso acontecesse. Eles souberam que mesmo estando em “fases” diferentes em muitos momentos, a construção valia a pena. Eles não desistiram. Eles deixaram que todos esses pequenos tijolos falassem mais alto.

Isso tudo funcionou pelo simples fato que nenhuma dessas pessoas achou que eu não estava pronta pra viver aquela relação. Porque o pronto é estar no caminho, é acompanhar, é querer crescer junto, ou quem está mais à frente, dar a mão. Ninguém aqui se preocupou se eu estava estável financeiramente, se eu realizava coisas que me propunha, se eu queria morar fora um tempo… porque essas pessoas estavam dispostas a, independente do tempo que levasse, estar comigo. Porque é isso que importa em uma relação. É contruir junto.

É por isso que eu tatuei isso aí, abaixo. Para me lembrar que o medo de arriscar não muda nada. Eu tenho 25 anos, estou vivendo, não envelhecendo. Quem está ao meu lado, optou por isso. Quem não está, é porque não achou que valia a pena. E assim, ficam apenas os tijolos, apenas o que é concreto.

“Filha de Ogum  que sou, nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino”

é, minha perna é tortinha mesmo.

30
Nov
09

esquenta animado

Sábado, 23h30, três amigas já prontas e arrumadas pra sair, tomam lambrusco geladinho na varanda de um apartamento. É o sétimo e último andar, que dá de frente para um outro bloco. Nesse outro prédio à frente, há uma janela acesa, com a cortina meio aberta, um rapaz deitado confortavelmente no sofá, de frente para uma televisão.

Amiga1 – O que aquele cara tá fazendo?

silêncio, todas observam.

Amiga1 – ele tá se mexendo bem rápido né? Aquela mão ali tá onde eu tô vendo mesmo?

Amiga 2 – tá. ele tá batendo punheta.

todas – hahahaahahahaha.

amiga 2 – por que aquela janela aberta, amigo?

amiga 3 – iiiih, começou a ir mais rápido.

amiga 1 – vamos acompanhar qual vai ser o movimento dele quando ele acabar.

amiga 2 – certeza que vai guardar com a pele.

amiga 2 – uuuuuuuuh, tá indo bem rapido agora.

amiga 1- iiih, tá começando a contorcer a perna.

amiga 3 – êeeeee, foi.

amiga 1 – pronto. relaxou, levantou, tá indo no banheiro jogar fora.

amiga 2 – iiih, voltou comendo. se pá, nem lavou a mão.

amiga 3 – pronto, deitou de volta, agora tá coçando a bunda, bem confortável.

amiga 2 – ai, vamos embora que nossa noite já começou bem.

amigo levanta e vai até a janela.

amiga 1 – olha a gente aqui, que lindas, arrumadas, dá tchauzinho pra gente.

as três acenam, rindo.

ele fecha a janela constrangido.

e esse foi só o começo da noite. aguarde cenas do próximo capítulo.

26
Nov
09

o jardim do vizinho

Se eu fosse você, eu faria tudo diferente.

Se eu estivesse no seu lugar, eu mudaria isso.

No seu caso, eu agiria de outro modo.

Na sua situação, eu pensaria melhor

Eu não faria isso se fosse você.

 

Gente chata. ..

23
Nov
09

Sem pavio nenhum

Sexta-feira, 36°graus noturnos

A amiga sai do trabalho, vai para o boteco na frente da agência que trabalha e toma todas. Quando começa a se desiquilibrar na calçada tem a infeliz idéia de ir pra balada, com uma amiga muito louca de seu trabalho.

Chegando lá, liga insistentemente para seu ex como se ele ainda fosse atual, depois apenas 4 meses de um trágico fim de namoro

“Eu estava bem psicopata aquele dia”, comenta a amiga.

O brother resolve atender a maluca e pede que ela o encontre no depósito, onde a cerveja custa apenas R$ 1,50. Quando o vê chegar, os olhos enchem de lágrima, em uma típica cena de melodrama. Ele não se abala e trata a amiga com toda frieza do mundo.
” Eu também trataria se tivesse um ex-maluco querendo discutir relaçao 4 meses depois do termino, enfim…” comenta a amiga.
Mas com todo aquele álcool no sangue, a frieza do moço e ainda, a garota que estava com ele do lado, assistindo a cena, a raiva toma conta de todo o corpinho da amiga e ela começa a gritar para o bar inteiro ouvir:
- Seu broxa, você cheira tanto pó que não consegue dar conta de comer as amigas…além de quê, seu pinto é muito fino.
Como se não bastasse, ela começa a pegar pesado.
- Quero que você morra de câncer como seu pai e tô torcendo para o Fluminense ser rebaixado. Você tem o dever de aprender a ser homem. O DEVER.

Essa grtaria toda acompanhada de movimentos típicos de quem bebeu um pouco a mais.

A amiga apenas relata:

“Não lembro direito dessa esquete Heleninha Roitmann que fiz, fizeram o favor de me lembrar depois. A única coisa que lembro era a cara daquela putinha do lado dele me olhando com cara de desdém, mas pra ela eu nao fiz absolutamente nada”.

A mim só resta colocar lenha na fogueira:

- Ah, POR QUE? Eu faria, com certeza. Jogava cerveja na guria, quebrava o copo no chão, finjo que foi acidente, mas deixo ela encharcada.

É mentira gente, eu não faria isso, eu sou muito calma…

 

21
Nov
09

?

Você também entende?

20
Nov
09

ex o quê?

O pessoal tá ficando confuso. Amigo gay pra mim:

- Iza, meu namorado quando tentei terminar com ele, meio que me disse que eu não sou bom de cama. Quero matar ele. Será que isso é verdade?

- Ai, que horrooooor, amigo. Capaz, falou pra se vingar.

- Ai Iza, não quer transar comigo pra me dizer se é verdade?

- Não, baby. Não vai dar…além de que, somos amigos, né?

- Aaaah, eu quero ser hetero.

- Shiu, fica quietinho, fica. Você é gay, isso não vai mudar, sua mulher seria traída, infeliz. Não dizem que não existem ex-gays?

- Isso é coisa de sua cabeça e de todos os preconceituosos, ouviu? Por que ex-heteros existem né? Eu não acredito em regras e isso que você disse é frase feita.

- Tá.

- Nenhum gay presta. Pensei em ter filhos. Essa vida sem propósito dos gays é muito banal e superficial, meio que to cansado disso já. It’s all about pleasure, instant pleasure.

- Tá, eu posso ser sua barriga de aluguel.

- É, tá bom, você é bonita, me dará filhos bonitos.

- Aí você pode continuar gay e ser pai.

- É. Então tá tudo certo.

Ufa, ainda bem que eu tenho bons argumentos.

19
Nov
09

um mundo de possibilidades…

- Eu te contei, né? Da viagem?

- Não, o quê?

- Eu preciso confessar algo. Fiquei com uma menina. Com uma francesa.

- Como foi isso?

- Eu tava trebada, na balada, vi essa francesa fofinha, dançandinho comigo. Daí falei pra amiga que tava comigo: “guria, to na pilha de pegar uma mulher”. Ela deu risada. A menininha continuou dançandinho comigo e então ela disse: “you’re so sexy”. Pensei “foda-se” e disse: “você gosta de meninos ou de meninas”? Aí ela: “both”. Beijei, pronto. Mas não gostei, menina é muito delicada.

- Não gostou nadica de nada?

- Não. Ela tinha uns peitos enormes e aí bem parecia que eu estava ficando com uma menina. Esse lance de gostar de pessoas, não de sexos não é comigo. E ah, eu gosto de homem. Menina tem o rosto delicado, o beijo delicado. Nhé.

Bonito mesmo é esse mundo, cheeeeeio de possibilidades.

18
Nov
09

o que vai, liberta


Lembro do meu primeiro dia de aula no Anjo da Guarda, em que saía da pré-escola e ia para a primeira série do primário. Lembro das primeiras recomendações e avisos de mudança da professora: chamá-la pelo nome, não mais de tia, e que o dia do brinquedo não existia mais.

Lembro de quando minha mãe ficou grávida do meu irmão e eu soube que deixaria de ser a única dentro daquela casa.

Lembro de quando eu tive que passar do turno da tarde para o turno da manhã, na metade da quarta série. Turma nova, horários novos, novos amigos.

Lembro de quando meus pais compraram uma casa nova, que eu não queria morar porque era perto do cemitério.

Lembro de quando tive que sair do Anjo justo no último ano, no último semestre que teria dentro da escola que estudei durante 8 anos.

Lembro ainda dos primeiros dias na escola nova, em que a vida e a realidade eram completamente diferentes.

Lembro dos primeiros meses no Positivo, em que eu odiava acordar todos os dias pra ir para aquele lugar.

Lembro dos últimos dias no ano do terceirão, em que a Pollyana, minha amiga mais próxima naquela época, passou em Balneário.Lembro da gente no telefone no dia de natal, chorando, porque sabíamos que uma fase tinha acabado.

Lembro do primeiro dia dentro da universidade, em que não quis participar do trote, tendo que no ano seguinte, passar para o período da noite e ver tudo mudando de novo na minha vida.

Lembro do dia da minha banca, o último dever com a faculdade. Lembro da formatura, do choro durante a colação, de saber que ali, mais uma vez, mais uma fase da minha vida tinha acabado.

Lembro do dia em que saí da casa da minha mãe e da minha primeira noite dormindo sozinha no meu apartamento. Lembro também do dia em que voltei pra casa dela, um ano depois, só querendo colo.

Lembro de um dia, logo após o carnaval em que eu escutei uma pergunta e dei a minha resposta. Assim como muito tempo depois, me lembro do enjôo que eu sentia ao voltar de viagem por saber que mais uma vez tudo já tinha mudado…

Ontem, minha psicóloga me avisou que em 2010 vai embora de Curitiba, significando que mais uma vez, eu vou ter que mudar tudo de novo. Enquanto eu chorava compulsivamente, ela me dizia que sabia o que isso significava e o tamanho do buraco na minha já atual falta de chão. Mas como ela sempre faz, ela terminou a conversa com uma pergunta: “Apesar de tudo isso, da carga pesada e do sofrimento, você sabe que isso tudo tem um propósito, não é?”

A entrada na primeira série trouxe vida nova, uma escola que faria parte de mim e da minha formação por muito tempo.

Apesar do ciúmes, eu lembro da primeira noite do meu irmão na minha casa, em que eu não conseguia parar de olhar pra ele, para aquela coisa tão pequena e bonitinha, todo vestido de branco, inofensivo e tão frágil.

Foi na mudança para a quarta série que eu conheci as pessoas mais especiais da minha vida e que estão aqui até hoje.

Hoje, cada vez que a minha mãe diz que quer vender a casa e ir para um apartamento eu desejo com todas as minhas forças que isso não aconteça.

Mudando para outra escola eu pude conhecer pessoas tão diferentes de mim e da realidade que eu vivia, podendo aprender um pouco sobre a vida real, além do meu mundinho perfeito e cor de rosa.

No Positivo eu conheci outra parte de pessoas mais especiais da minha vida, que também estão aqui, cheia de história pra contar desse tempo que estamos juntas.

O fim do terceirão trouxe uma fase em que eu aprendi muito, me dei conta de coisas que eu jamais tinha pensado.

Quando passei para a noite durante a faculdade tudo ficou claro, inclusive eu mesma, em que conheci ainda outra parte de pessoas lindas e que também, estão aqui ainda.

Com o fim da faculdade veio a maturidade, os empregos novos, o aprendizado e a independência financeira.

A mudança pro apartamento fez com que uma parte de mim que ainda faltava, fosse construída e por mim mesma. Assim, como a volta pra casa da minha mãe fez com que o que nos separou pudesse fazer a gente ficar juntas e em paz.

Mesmo sabendo que ano que vem minha terapia seria interrompida de qualquer forma quando eu for viajar, (e tudo vai mudar de novo, absurdamente…) é difícil. Eu detesto mudanças, detesto ter que me desapegar do passado, detesto ter que repensar, ver de outra forma. Detesto tudo isso. Mesmo que sempre esteja querendo coisas novas na minha vida, acho que são as mudançs bruscas que me machucam. Mas assim como durante toda a vida, isso aconteceu de novo. Então eu respondi pra ela: “Sim, eu sei qual é o propósito disso tudo e estou bem com isso”.

Porque eu sei que, como uma amiga me disse esses dias, o que vai, liberta e o que for pra ser, vigora.

 


17
Nov
09

não pára, não pára, não pára, não pára não.

Três amigos conversam sábado à noite, antes da balada.

Amiga 1 – Tá, mas veja bem amigo, o que a gente faz se fica com um cara e ele é tipo pilha duracell, que fica querendo transar o tempo todo e você não quer transar uma noite inteira? Digo vou embora porque não aguento mais ou falo que minha mãe tá preocupada?

Amigo – Boa questão, muito boa questão. Se disser que não aguenta mais, você pode perder o maníaco. Se der o migué da mãe pode pegar ele um outro dia, um dia que esteja mais de boa. Ou seja, dê o migué bonito.

Amiga 2 – Acho que caras do tipo pilha duracell são um saco. Não aprendem que não é assim.

Amiga 1 – Eu não curto isso sabe, vocês homens precisam entender uma coisa. PRECISAM. Penetração chega uma hora que dói, enche o saco.

Amigo – haahhaa, isso é o de menos… porque quanto a doer, doi em vocês e não em nós. Tá brincadeira. O negócio é que se o cara tá locão desse jeito, dá uma boneca inflável pra ele… mulher tem várias outras boas propriedades, pois se ele for usar só pra “METER” não vale a pena, aí é melhor uma PUTA. Porque daí, a puta você manda embora depois, vira e dorme.

Amiga 2 – Essa coisa de “all night long” é coisa de garotos. Eu acho a melhor saída, fingir que dormiu. Dá um beijinho na bochecha, solta um pum e pronto!

Amiga 1 – oi? “solta um pum e pronto” ??????????????????????

Amiga 2 – Hahahahaha. É quero ver ele querer transar de novo se soltar um punzão.

Amigo – óssasinhora.

Amiga 2 – tá, brincadeira. Finge que dormiu

Amiga 1 – Daí ele vai dizer que você é fraca

Amiga 2 – Foda-se. Vai ali bater uma punheta e não me encha o saco. Coloca a culpa na mãe, eu sempre coloco a culpa na mãe. “Putz, cara. minha mãe ja deve estar preocupada. Olha a hora”.

Amigo – hahahahaahaha, antes um Duracell que Amarelinhas. A verdade é que potência não é nada sem controle… Digam isso para os caras, pra ver se eles pensam, tentem fazer eles pensarem um pouco, tipo Rayovac.

Amiga 2 – hahahahahaha. “vai ali no cantinho pensar sobre isso que eu te disse”.

11
Nov
09

mil e uma noites de amor com você

Olha aí, pra quem queria que eu falasse de amor, que lindo.

Amiga com o nick: foi capricho dos deuses

Izabella: qq foi capricho dos deuses ?

Amiga: to com esta musica na cabeça

Izabella: qual é ela?

Amiga: do netinho lembra? foi capricho dos deuses, renascer da paixao, foi amor diferente, batendo como um vulcão. Eu tenho um repertório exclusivíssimo. Só eu, a mãe e a madrinha do Netinho lembramos desta musica.

Izabella: acho que ele não tem madrinha

Amiga: Entao, sou mais exclusiva ainda… Só eu e a mãe dele lembramos

Izabella: isso se a mãe dele for viva

Amiga: ele é bem jovem. voltei apaixonada por ele de porto seguro. ele é um pouco mais velho que eu

Izabella: sei. vc deu pra ele lá?

Amiga: não. escutei muito nas rádios e sonhei algumas vezes… eu idealizei este amor. Passou! ploft! acordei

Izabella: ah, que pena. esquece esse cara, amiga. Ele é alcolatra se não me engano

Amiga: Adoro. Detesto pessoas sem problemas. Sabe por quem eu era apaixonada na infancia? Rafael do Menudos … nao…Rafael do Polegar. Aquele que esta lutando contra o crack. Olhe só meu dedinho influenciando desde a infância…

Na praia, num barco, num farol apagado, num moinho abandonado, numa grande alto astral… lá em Hollywood, prá de tudo rolar, vendo estrelas caindo, vendo a noite passar…eu e vocêeeeeee-eeee, na ilha do Soooooool, na ilha do SOL.

Ah, este tal de amor…