Eu não estava escrevendo com muita freqüência porque achava que se era pra escrever que fosse algo pertinente, que pudesse fazer alguma diferença. Mas andei lendo tantos blogs por esses dias e tive a oportunidade de avaliar que muita gente escreve frivolidades o tempo todo, dando grande importância a cada uma delas, escrevendo com toda pompa de seu pseudo – intelectualismo, usando termos que muitas vezes nem sabem da profundidade. E pior, escrevem frases desestruturadas para criar um estilo próprio de linguagem, funcionando mais ou menos assim: ao invés de escrever “cachorro” a pessoa escreve “animal de quatro patas que late”. Sacam?
Nem todo mundo é jornalista, publicitário, advogado e etc. para ter um vasto domínio textual (até porque muitos desses também escrevem na proporção de seu alcance.) E justamente por isso as criaturas deveriam escrever com simplicidade, em seu próprio estilo sem ficar dando voltas pra conseguir parir um textinho sobre seu último final de semana, fim ou começo de romance e todo aquele blá-bla-bla que a gente conhece.
Outra coisa que eu pude notar é o uso dos assuntos para criar esse rebuscamento generalizado. A crônica virou o estilo preferido da minha e de algumas gerações posteriores. Só dá neguinho escrevendo sobre fatos cotidianos tranformando-os em grandes acontecimentos, desses que um minuto mudou nossa vidinha tão normal. E aí pra transformar uma coisa bem sem graça em um fato importante usa-se a linguagem rebuscada. (Porque vamos combinar que não é toda terça-feira que acontece algo maravilhoso, grandioso, péssimo, sei lá, em nossas vidas, portanto não é todo dia que temos o que contar.) Ô geração que acredita que veio pra escrever. Todo mundo quer ser James Joyce. Até porque dá pra notar que os acontecimentos são em sua maioria ruins, muito mais do que bons. Tá todo mundo sofrendo de amor, de crise existencial, síndrome do pânico e inúmeras outras mazelas existentes. A geração EMO veio para ficar.
Enfim, tudo isso está fazendo eu me dar o direito de escrever baboseiras por aqui também. Claro, não vou aderir ao movimento rebuscamento emo, prometo. Só estou me dando o direito de escrever besteiras, como diz um amigo “aqueles textos de ai, hoje meu dia foi meio assim…”.
Enfim. Se você achou esse texto prepotente e arrogante, saiba que o rosto é de novinha, o corpo é pequeno e, portanto o ego tá comprimido, logo é mais denso minha genteeeeeee.
Ps: Interessados em guerra psicológica, por favor, entrem em contato, só tenham certeza de que irão sair ganhando…
Ps: Ando vendo histórias se repetindo. Não é preciso ser vidente pra saber onde as coisas vão acabar…
Ps: É, a garota mais esperta, pode acreditar nisso. Porque é sobre o todo. Como diz o André…o esquema é escutar o que as pessoas escondem e não aquilo que dizem. Porque geralmente o que elas dizem é somente para esconder aquilo que não conseguem dizer.
Ps: Hoje acordei ácida, ácida. Há. (aviso aos desavisados: frita-se com com ecstasy e não com ácido. E não precisa tomar 4 litros de água só porque você usou LCD, saca?) Como diz a Paula: “é tão bacana pessoas novinhas que contam a vida pra dizer que são maduras.” Aí acordam um dia em toda sua imaturidade disfarçada, resolvem usar drogas e cometem essas gafes. Blá.
Ando viciada em Kooks. E esses vídeos só aumentam a ansiedade pelo dia de ir embora para minha querida Europa.