Arquivo para Dezembro, 2007

18
Dez
07

Animal de quatro patas.

Eu não estava escrevendo com muita freqüência porque achava que se era pra escrever que fosse algo pertinente, que pudesse fazer alguma diferença. Mas andei lendo tantos blogs por esses dias e tive a oportunidade de avaliar que muita gente escreve frivolidades o tempo todo, dando grande importância a cada uma delas, escrevendo com toda pompa de seu pseudo – intelectualismo, usando termos que muitas vezes nem sabem da profundidade. E pior, escrevem frases desestruturadas para criar um estilo próprio de linguagem, funcionando mais ou menos assim: ao invés de escrever “cachorro” a pessoa escreve “animal de quatro patas que late”. Sacam?

Nem todo mundo é jornalista, publicitário, advogado e etc. para ter um vasto domínio textual (até porque muitos desses também escrevem na proporção de seu alcance.) E justamente por isso as criaturas deveriam escrever com simplicidade, em seu próprio estilo sem ficar dando voltas pra conseguir parir um textinho sobre seu último final de semana, fim ou começo de romance e todo aquele blá-bla-bla que a gente conhece.

Outra coisa que eu pude notar é o uso dos assuntos para criar esse rebuscamento generalizado. A crônica virou o estilo preferido da minha e de algumas gerações posteriores. Só dá neguinho escrevendo sobre fatos cotidianos tranformando-os em grandes acontecimentos, desses que um minuto mudou nossa vidinha tão normal. E aí pra transformar uma coisa bem sem graça em um fato importante usa-se a linguagem rebuscada. (Porque vamos combinar que não é toda terça-feira que acontece algo maravilhoso, grandioso, péssimo, sei lá, em nossas vidas, portanto não é todo dia que temos o que contar.)  Ô geração que acredita que veio pra escrever. Todo mundo quer ser James Joyce. Até porque dá pra notar que os acontecimentos são em sua maioria ruins, muito mais do que bons. Tá todo mundo sofrendo de amor, de crise existencial, síndrome do pânico e inúmeras outras mazelas existentes. A geração EMO veio para ficar.

Enfim, tudo isso está fazendo eu me dar o direito de escrever baboseiras por aqui também. Claro, não vou aderir ao movimento rebuscamento emo, prometo. Só estou me dando o direito de escrever besteiras, como diz um amigo “aqueles textos de ai, hoje meu dia foi meio assim…”.

Enfim. Se você achou esse texto prepotente e arrogante, saiba que o rosto é de novinha, o corpo é pequeno e, portanto o ego tá comprimido, logo é mais denso minha genteeeeeee.

Ps: Interessados em guerra psicológica, por favor, entrem em contato, só tenham certeza de que irão sair ganhando…

Ps: Ando vendo histórias se repetindo. Não é preciso ser vidente pra saber onde as coisas vão acabar…

Ps: É, a garota mais esperta, pode acreditar nisso. Porque é sobre o todo. Como diz o André…o esquema é escutar o que as pessoas escondem e não aquilo que dizem. Porque geralmente o que elas dizem é somente para esconder aquilo que não conseguem dizer.

Ps: Hoje acordei ácida, ácida. Há. (aviso aos desavisados: frita-se com com ecstasy e não com ácido. E não precisa tomar 4 litros de água só porque você usou LCD, saca?) Como diz a Paula: “é tão bacana pessoas novinhas que contam a vida pra dizer que são maduras.” Aí acordam um dia em toda sua imaturidade disfarçada, resolvem usar drogas e cometem essas gafes. Blá.

Ando viciada em Kooks. E esses vídeos só aumentam a ansiedade pelo dia de ir embora para minha querida Europa.

14
Dez
07

The Bad thing

Se existe algo que eu realmente detesto e não me conformo é com meu atraso constante em todas as situações da minha vida. E hoje, uma sexta-feira bela e formosa, aconteceu pela octogésima vez na semana.

Sete e dez toca o despertador, como todos os dias. Eu coloco na função “soneca” e resolvo “meditar” embaixo das cobertas por mais 3 minutinhos. Acordo 35 minutos depois completamente atrasada e começo meu dia esbaforida e gritando comigo mesma. Porque de nada adianta minha tentativa noturna de disciplina determinando para minha mente que iria levantar assim que o celular tocasse. Logo lembro da cagada cometida algumas horas antes de ir dormir e meu mau humor se instala com todo conforto nesse pequeno corpo. Enquanto procuro uma roupa adequada para esse tempo incrível de Curitiba praguejo o fato de minhas roupas ainda não estarem em um guarda-roupa. “É só ir buscar…mas não dá tempo. Droga, to atrasada, nem vou olhar no relógio.” Abro a janela e vejo que tá um puta céu azul, mas um vento suspeito. Eu sinto muito frio, detesto sair de casa e ter saído com uma blusa a menos por isso opto pela jaqueta. Fecho a porta de casa repetindo mentalmente “shit, shit, shit”. No espelho da portaria eu vejo que o sapato não combina com a bolsa, chego no terminal com o ônibus no ponto, cheio, e chego na agência 30 minutos atrasada.

Uf. Sexta-feira, uma das útimas do ano, poderia acabar com uma boa notícia?

Eu adoro sexta-feira, espero a semana inteira pelo “dia da energia diferente”, mas essa podia acabar de uma vez por todas. Quando deu a meia noite ontem eu senti que ia ser assim, mas o atraso realmente só deu ânimo pra que sentisse aquela vontade que ta aqui até agora de querer ir pra outro plano, Marte que seja.

E assim segue o dia. Sem inspiração pra escrever, o mau humor instalado e a vontade de ir pra cama dormir. Mas não. Hoje tem o amigo secreto das amigas e agregados, eu nem comprei presente e sei que vou ter que correr para…não me atrasar. Será que pelo menos o fim da sexta-feira pode ser agradável? Isso me faz lembrar que amanhã meu dia começa cedo e a provavelmente a noite hoje vai até tarde. Shit.

Eu ainda tenho que pedir desculpas. E eu detesto pedir desculpa. Bem, pelo menos o cabelo tá liso e com isso não tenho que me preocupar.