Hoje eu gostaria de gargalhar. Soltar uma gargalhada enorme só pra aliviar o peso de tudo que eu não posso dizer. Em comemoração a todas as coisas que eu sei e as pessoas acreditam ou nem sonham que EU sei. As coisas que aconteceram há anos atrás. As coisas que aconteceram em corredores de prédios, dentro de carros. As coisas que são ditas por msn ou em recados maldosos de orkut. As coisas que rolam nos bares da vida e que as pessoas acham que ninguém sabe ou viu. Mas alguém sempre sabe e alguém sempre viu. E sempre tem alguém pra contar pra você aquilo que ninguém pode saber. Algo como: “Lembre-se que seu melhor amigo tem um outro melhor amigo, que ainda tem outro grande amigo…”
Eu queria gargalhar em comemoração à minha exímia habilidade em utilizar um nariz de palhaça, quando preciso fingir que não estou escutando o que realmente estão dizendo e as mentiras que estão sendo contadas. Quero dar um belo parabéns para mim mesma que faço papel de monga e finjo muito bem que não vejo e não sei as coisas e continuo sendo simpática, amorosa e legal. Eu gostaria mesmo é de poder dar um bela gargalhada, pra conseguir segurar com mais facilidade o choro que tá preso bem aqui…e eu não posso soltar.
Você pode ouvir (e ouve mesmo) muita merda por aí. Fofocas, babados e bafons…sobre os outros, sobre algo que já fez parte de você ou da sua vida, mas não faz mais…Alguns te deixam chocada, outros te fazem rir (muito) e outros são segredos de verdade, que você guarda…ou não. Até o dia em que o bafon é sobre você, sobre a sua vida, sobre algo que lhe diz respeito. Chega aos seus ouvidos que seu espetáculo no circo tem sido excelente, fez tanto sucesso que resolveram te contratar para animar as festas, as conversas e os ambientes. E esse é o momento em que o palhaço sai do picadeiro, tira a maquiagem e chora.
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Um dia desses alguém bem importante (pra mim) me disse, depois de uma confusão, que ficava feliz de estar próximo de mim por eu ser tão bacana, por ser “boa até demais em relação às pessoas.” O mundo é mesmo uma piada e decepção é uma merda! Eu posso ser assaltada, demitida, humilhada em público, apanhar…mas nada, nada mesmo é pior que do que essa dorzinha inquietante de que algo dentro de mim quebrou. Eu espero mesmo que eu consiga vestir mais uma vez a fantasia e sorrir para o público que veio novamente assistir ao meu espetáculo.
E hoje tem marmelada de novo!
Boa sorte.
(a alma do outro é uma floresta escura.)