O que é para sempre?
Nada, nem mesmo o amor dos pais. Eles morrem geralmente antes de você e quando vão embora, o amor acaba. Por mais que eu acredite em reencarnação, na prática, é isso. A gente continua vivendo uma vida material e o amor, apesar de ser imaterial, impossível de ser medido e somente sentido, vai embora junto com a presença, com o cotidiano, com a companhia.
O amor dos amigos também acaba. Tudo aquilo que pulsava por tantos anos, por tantas situações, um dia mingua, perde o sentido e morre.
Os relacionamentos. Ah esses estão aí todos os dias acabando aos montes, mostrando pra gente que tudo tem um fim, por mais que seja daqui 60 anos.
Tudo tem um fim. E que medo desses fins. Os meus demoram tanto para serem digeridos que talvez eu sofra mais com essa preparação e prorrogação do que com o fim propriamente dito. Isso tudo porque o fim liberta, deixa o ar renovado, dá espaço e propõe caminhos ainda não descobertos e puta…que medo de tudo isso aí.
Porra, que tanto pra entender. Principalmente que os fins levam a gente pra bem perto de tudo que a gente mais quer: a intensidade, a alegria e o prazer do prometido pra sempre.
então…. os fins justificam os meios? =)
*Só pra descontrair, esse post foi muito baixo astral!