Espírito de Natal
Natal, 25 de dezembro, 15h.
Eu vivo de drama. Essa é minha vida, esse é meu clube.
Não podia deixar de ser, eu fiquei doente na véspera pra chegar no dia de natal morrendo. Vou pro hospital pedir arrego, implorando pro médico me receitar uma benzetacil pra ver se passava de uma vez por todas aquele sofrimento. Mas ele resolveu apostar na minha paciência e me receitou um medicamento na veia. Lá fui eu ficar sentadinha esperando aquele saquinho esvaziar dentro do meu braço.
Olho pra tv e está passando “A Branca de Neve”. Fico entretida com o filme, eis que a enfermeira vem colocar a agulha no meu braço e percebe minha atenção no filme e solta:
- bom se a vida fosse um conto de fada, né?
- oi? não entendi.
- é. conto de fada. bom se a vida fosse um, né? mas não é. o tanto de cafajeste que a gente encontra por aí…
- ah, agora entendi. tá falando do filme.
- é. não existe isso aí. homem é tudo cafajeste, nenhum presta. (aumenta o tom de agressividade) a gente cresce assistindo isso aí, mas aí fica adulta e vê que é tudo mentira. pronto! Só não mexe o braço, tá?
Espírito natalino mexendo positivamente com as pessoas.
Não tem nada mais cafajeste do que o suposto príncipe pegando a mina desmaiada… Talvez só o outro que engana a menina e invade o quarto dela puxando os cabelos da pobre coitada!
Esses caras são aproveitadores, isso sim!
Momento em que as mulheres reconhecem como são dominadas pelo encanto masculino. Incomoda a característica, mas é algo que atrai também.
Legal os textos do blog! o dia a dia é demais!