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03
Set
09

Bato cabeça, sim senhor

Há quatro anos, eu entrava em um ambiente que me trouxe os mais diversos tipos de sentimentos e sensações dessa vida. Não posso dizer que tudo aquilo era tão estranho pra mim. Desde pequena, sentia que já conhecia aquele universo, mas associava-o ao meu medo, instaurado talvez pelo preconceito e ignorância existente. Não gostava de pronunciar aqueles nomes, tinha certeza que ao fazer isso, podia ter problemas. Entrei lá cheia de medo, insegura, encolhida, rezando a Deus para que saísse de lá ilesa. A cada minuto que passava minha cabeça se entupia de dúvidas. Mas resolvi voltar na semana seguinte, na seguinte e na seguinte, até que se passou um ano e lá estava eu, sem medo nenhum, morrendo de vontade de estar cada vez mais lá dentro, já sabendo cantar todas as “músicas” na ponta da língua e entendendo que tudo aquilo que eu tinha medo não fazia o menor sentido. Hoje penso que muito pelo contrário, ali minha vida começava a ter um sentido muito maior.

Há quatro anos, eu conheci a Umbanda. Meu medo de dizer a palavra “Exu”, ou o desespero de pensar em alguma pomba-gira, passou. Hoje, eu peço todos os dias que eles me acompanhem, que estejam do meu lado guardando meu caminho. (não é à toa que a minha escolha de padrinho e de pai de santo, foi diretamente influencida pelos exus que trabalham com eles…) Depois desse ano que se passou muito rápido e que serviu pra que eu deixasse de lado muita coisa que dali em diante não ia ter nenhuma serventia, finalmente eu assumi o compromisso de vestir o branco. Deixei que lavassem minha cabeça, o que me fez aprender a abaixar ela para outras pessoas, até mesmo em momentos em que em outros tempos eu faria o contrário. Ao deixar que isso acontecesse, eu abri meu coração pra receber tudo aquilo que eu ainda não entendia por completo, mas confiava com todo meu amor.

Racionalizando tudo, minha entrega sempre foi parcial. A incorporação, o entendimento sobre o livre-arbítrio, tantas coisas difíceis e complicadas… Foram-se mais dois anos, talvez os mais difíceis da minha vida. Ao fim deles, tive que tomar decisões, passar por maus-bocados e pensar em talvez deixar tudo isso aí pra trás. Ah, como seria mais fácil. Mas, que bom que nessa vida, nada é fácil.

A sequencia de acontecimentos, que para outras pessoas que não fazem parte desse universo, passariam despercebidos, pra mim foram determinantes. A gente cai, e quem tá desse lado, sabe que a queda parece muito mais sofrida e a cobrança parece quase impossível de se cumprir. É dificil ter que praticar todos os dias o amor ao próximo, quando esse próximo é um pé no saco. É dificil controlar seus impulsos, seus sentimentos ruins e manter a vibe lá em cima. Disciplina, confiança e amor. São lindas palavras… na mesma proporção em que são extremamente complicadas.

Mas quem escolhe ser umbandista, escolhe assumir outra família. Família essa que está ao seu lado, formando uma corrente e segurando a sua mão, não deixando que seu irmão tombe. Assim como eles estão ali, nessa corrente de ferro e de aço, você também está lá, segurando a mão e a barra deles, todo mundo junto, buscando a mesma coisa e tendo a segurança necessária pra se manter forte durante todo o caminho. A minha vida poderia ter ficado mais fácil há alguns meses atrás, sim. Mas existem pessoas que estão na minha vida por motivos próprios. Outras apareceram e me seguraram na mão, ou embaixo do braço e me fizeram andar na linha reta de volta.

É por isso que a Umbanda é a minha religião. É por isso que eu uso a minha guia vermelha no pescoço com muito orgulho. É por isso que eu agradeço e acho que a melhor coisa que podia ter me acontecido é ser filha de Ogum, que quando precisa, me lembra que ele me deu espada e escudo pra sempre ficar em pé. Muitas daquelas dúvidas que entraram comigo dentro do terreiro, naquele dia há quatro anos, ainda estão aqui. Mas é o amor que eu tenho por cada uma delas que me mantém firme. E se tem uma coisa que não aconteceu quando eu saí daquela casa, lá trás, foi ilesa. Graças a Deus.

Agradeço todos os dias por ser hoje o que eu sou, pelo que a Umbanda fez de mim. Agradeço a todos os espíritos que estão do meu lado todo o sempre, mesmo quando eu os mando embora, com toda meu jeito ser humano de ser. (Além de estarem sempre segurando a barra quando a coisa aperta). Agradeço a todas as pessoas que já fizeram ou as que fazem parte hoje da família que eu escolhi. Agradeço especialmente para aquelas pessoas que disponibilizam todo seu tempo, dedicação, confiança e carinho à mim. Daqui em diante, pra sempre.

Usando as palavras do meu pai de santo, sou sim, soldado de umbanda, graças a Deus. Pode vir o que for, pode aparecer onde for, que a gente tá aqui, esperando pra mais um dia de luta. Saravá, meu pai.

31
Ago
09

Afundando-se em Afonso

Para o módulo de animação da minha pós, eu tinha que criar um personagem demonstrando suas caracaterísticas psicológicas, história, passado, futuro, dia a dia… Isso aí foi o que saiu.

De onde veio toda essa história triste eu não sei.

“Afonso nasceu em uma família de 4 irmãos. Terceiro deles, sempre foi o mais introspectivo. Não por personalidade, mas por simples pressão. Seu raciocínio é o seguinte: Ele é o acidente. Os mais velhos eram os esperados, o mais novo a benção e ele, o que veio por acaso. Estando ali no meio, fechou-se dentro de sua ostra, tornando-se cada vez menos participativo da família, se excluindo e entrando de cabeça no mundo dos desenhos. Desenhava o tempo todo, como quem faz amigos com seus próprios personagens…assim como Pigmaleão que se apaixonou pela própria obra, Afonso vivia seus amigos de apenas duas dimensões.

Cresceu. Tornou-se ilustrador profissional. Com 24 anos desenhava para a indústria internacional de quadrinhos. Mas não era feliz. Vivia em um mundo a parte, somente seu. Extremamente tímido, seu contato com as garotas sempre foi mínimo e assim, viva em sua extrema solidão. Afastado dos familiares pela pouca afinidade, sem relacionamentos com as garotas e amizades nulas, vivia apenas imerso em seus desenhos. Passava a maior parte de seu tempo em casa, desenhando e escrevendo histórias,  aquelas que gostaria de ter vivido. Ia ao mercado, tentando ser invisível, assim como quando ia à farmácia, ao cinema, ao médico e todos os lugares de contato exterior.

Sua solidão o consumia sem que ninguém soubesse ou imaginasse. Tanto tempo longe das pessoas, tornou-se arisco, afastando todo e qualquer um que se aproximasse.

O tempo passou. Afonso não casou e não teve filhos…seu único contato com crianças era com seus sobrinhos, que tanto insistiam em conhecer seus personagens. Mas ciumento de suas criações, nunca mostrava aquilo que se tornou seu único mundo. Morria pedindo a Deus, aquele em que não acreditava, por alguém, por um amigo, por uma  companhia. Mesmo desacreditando que um dia isso fosse possível.

Tornou-se um velho deprimido e rabugento. Sem vida, sem expressão, amargurado.

Morreu em cima de sua prancheta desenhando a si próprio…cercado de gente, bebendo cerveja, com uma moça delicadamente bonita ao seu lado. Ele ria…ria muito”.

28
Ago
09

Izabella acabou de entrar no bate-papo.

Eu gosto muito de conversas virtuais.

- Izabella: você vai à aula de parapsicologia amanhã?

- Fulana: vou, mas vou sair mais cedo porque vou à Bienal do Livro declamar poemas em um sarau de jovens poetas.

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- cara, fulano veio me dizer que tava ali conversandinho com a francesa, dai ela pegou na bunda dele, tipo: ” oi, tudo bem, legal a banda de vocês…tummm”. Mas não como nós, gente de bem… POR-DENTRO DA CALÇA.

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- E a fulana, como tá? Foi conversar com o piá?

- Izabella: Foi, mas chame ela ali que ela te conta. Eu tô com preguiça. Você não gosta de conversar com ela que sempre pergunta pra mim?

- é, né? Eu sempre fico te usando.

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- Me passa o nº da tua conta! Dá pra depositar na lotérica? Já aproveito e jogo na Mega Sena!! Fala seu número da sorte que eu vou jogar.

-Izabella: 86. Ganho 86% se vc ganhar ok?

- Mas não vai só até 60? Os números pra jogar… É de 1 a 60, não?

- Izabella: Tá, nove então.
- Se você levar 86% eu ainda vou ter que tirar do bolso pra completar e vou ficar no negativo.

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- Imagina. Aeromoça ganha 4.000. Mais do que muito jornalista.

- Ah pára. Fez quatro anos de faculdade pra virar isso? Garçonete de avião?

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- E também é dia do Psicólogo e do Corretor de Imóveis. A lua é Crescente e a frase do dia é: “O medo de amar pode te trazer conflitos, porque amar é uma necessidade”. Minha agenda que me disse. Me-do dessa frase.

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- Izabella: Chuck Bass vai beijar outro homem na próxima temporada.

- Fulana:Já não sei se quero continuar assistindo… Já bastam as decepções da vida.

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- Fulano: Nossa, q moderno esse menino, tem amigas gays e rykas

- Izabella: eles não são gays, é um casal HETERO

- Fulano: ahnnn….snif….então ele é nazista na verdade.

- Izabella: por que? por que ele não tem amigos GAYS?

- é.

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- Fulana: Pensamento da Iza no primeiro momento em que abriu os olhos: “a melhor coisa que podia ter me acontecido era ser eu”, com sensações de modestia e humildade enquanto corria o pensamento em sua mente.

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-Eu falei aquela vez que não tinha mais você no MSN, mas é mentira, eu vi esses dias que tenho você sim, mas nunca mais vc apareceu on line pra mim! Vc me bloqueou? Mas me adiciona de novo e eu te adiciono de novo pq eu não te vejo on-line nunca!

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- na verdadeeu acho que ela acha que a gente mais que ficou e por isso a minha blusa ta suja na barra, por dentro.

- Izabella: ela te avisou pra você não sair TRANSANDO por aí. Porque SEXO sem amor é PROSTITUIÇÃO.

- Fulana: hahahaha. Mas fiquei curiosa, como eu sujei isso?

- Izabella: ah, deve ter passado da saia

- Fulana: não.enfiaram a mão suja de vinho na minha saia. Faz mt mais sentidono fantástico mundo da minha mãe

- Izabella: mas deve ter sido menos que isso. Diga pra ela que vc não ia transar com gente com a mão suja de vinho.

- Fulana: hahahahaha. “ah, mãe. não tinha álcool gel…”

27
Ago
09

Escolhas…

verdade.

verdade.

21
Ago
09

como nos velhos tempos

Estava lendo um blog hoje e um post tinha o seguinte trecho:

“são paulo pediu pra todo mundo parar. antes das 7h da noite desta quinta-feira chuvosa, desligou as luzes e cortou o sinal dos celulares. sem tv, sem aparelho de som, sem geladeira, sem microondas, só com o que resta da bateria do computador _que, sem internet, não vale tanta coisa hoje em dia”.

Já imaginou se um dia isso realmente não fosse acidente ou reparos da companhia de luz, mas um acordo entre as pessoas para um planeta “natural, como veio ao mundo”?

Ai que delícia… eu ia achar o máximo, adoro prováveis quebras de cotidiano. A gente tá tão acostumado com as parafernálias e com esse mundo confortável que criamos, que nos desacostumamos a apreciar ele na sua mais plena forma.

Espírito hippie mode on total hoje! Cada dia mais, aliás…

19
Ago
09

Mês do cachorro louco

O quê é que está acontecendo? Nos últimos dias o que mais escutei foi gente falando sobre seus relacionamentos amorosos.

- Eu e fulano terminamos. Não tem mais como depois desse tanto de bosta que ele conseguiu falar

- Ele disse que se quisesse, me batia sim

- Meo, já chorei quatro vezes na frente do computador, tô um lixo

- Ela é igual a mim. E ele parece super bem.

- Foram seis anos de namoro. Depois de 6 meses terminados ele traz essa menina pra cá? É muita falta de noção.

- Ele ia me ligar e EU ia dar um fora nele. Como ele nunca mais me ligou eu que levei o fora. Não acredito.

- Eles brigam horrores, eu não sei onde que ela tava com a cabeça quando resolveu namorar com ele.

- Todo mundo sabe que eu comecei a namorar ele porque quero namorar alguém, mas não ELE.

- Você tá bem com esse término? – Ah…bem eu não tava nem com ele…

- Eu digo tudo que você quer ouvir. – Mas é justamente isso que eu não quero que você faça.

Eu não sei se é mês do cachorro louco, o que que é, mas eu escutei lamentos de pelo menos 7 pessoas que estavam com o relacionamento (independente do grau) esfarelando. Até mês atrás, minhas amigas solteiras estavam finalmente com pessoas legais, com situações mais sólidas do que o comum…e de repente BOOOOM. A cada dia era uma que vinha com as novas. Ou terminaram (a maioria) ou então estavam com uma puta crise.

Eu hein…ainda bem que voltamos à programação normal do terreiro hoje. Vou pedir pras moças darem uma força aí nisso tudo.

14
Ago
09

mas tô falando…

Amigo se propondo a se passar por mim por motivos impossíveis de serem expostos aqui…
f: só não tenho essa tua carinha de 13 anos
Izabella: sabe, esses dias à noite fui no mercado, peguei duas garrafas de vinho e fui pagar.
no caixa a menina olhando BEm pra minha cara pergunta:
- de maior?
- (vermelha) sim.
- Quantos anos vc tem?
- 24, mas se quiser te mostro minha identidade
- quero ver
mostrei… dá um berro pra todo mundo do caixa rápido ouvir:
- MAS TAMBÉM, COM ESSA CARA DE QUINZE, COMO EU IA SABER?
todo mundo da fila e dos outros caixas olham pra mim…
- tá bom moça, débito, débito, vamos logo com isso…
f: ehehehe, calma, isso é bom. o problema é que se vc estiver sem o rg só vai poder comprar groselha
Izabella: saco né?
f: é que vc tem essa cara aí de 12 anos e meio
vai fazer treze semana que vem…
12
Ago
09

Suspiros infinitos…

Jesus que me perdoe...mas rei dos reis, hein?

Jesus que me perdoe...mas rei dos reis, hein?

11
Ago
09

Ladrão que rouba ladrão…

…tem cem anos de perdão!

Não, gente, não estou defendendo o crime organizado. Estou só ajudando uma amiga (e sócia), a Nanda, a divulgar um de seus projetos paralelos, já que essa nossa vida de jornalista não tá dando pra ficar milionária… como ela mesma diz, nascemos ricas nesse corpo de pobre. Mas, enfim, deixando os lamentos de lado, vamos ao que interessa.

Aqui está o release animado que ela produziu para divulgação e a logo que ela também mesma fez, porque além de linda e charmosa, ela fotografa, canta, dança e representa, é multi talentos. O link está no texto e ali na minha lista exxxperta de endereços legais.

Façam bom proveito. =)

Ladrão de Varal

Tá, não precisa roubar. Como a gente é limpinha e honesta, leva a roupa, mas deixa um dinheirinho

Gostar de moda é praticamente uma obrigação no universo feminino. Junto com essa paixão toda vem o descontrole, as parcelas de cartão de crédito, a espera por promoções e a compra de roupas que acabam nem sempre ficando por muito tempo no armário destes seres chamados mulheres.

Mas essas peças não devem ser mal-tratadas. Não! Elas fizeram parte da nossa vida; causaram, aconteceram e fizeram história, ao menos em uma festa. Às vezes, não chegaram a ser usadas, mas despertaram nosso mais puro amor e devoção quando vistas na vitrine.

Pensando no sentimento fraterno dessas roupas e na maldade que seria desfazer-se delas sem dó nem piedade, resolvi que elas deveriam seguir seus caminhos em corpos que as valorizassem e criei meu próprio brechó online: o Ladrão de Varal. Junto de cada peça está um texto que tenta resumir sua importância na sociedade, a medida de suas curvas sinuosas e o valor simbólico da aquisição. O brechó é atualizado frequentemente não apenas com as minhas roupas, mas peças de amigas que possuem o mesmo trágico destino: um espaço escuro num cantinho abandonado do armário. Então, o que você está esperando? Entra no link, vê qual roupa conquista o seu coração e me manda um email para combinarmos o sumiço da vestimenta.

Ladrao_de_Varal

06
Ago
09

trilha sonora da felicidade

Música é um lance que eu realmente acho curioso…todo mundo gosta, todo mundo tem uma trilha sonora da vida, todo mundo tem músicas que marcaram, todo mundo escuta, uns mais outros menos. É incrível como ela realmente mexe com a gente, de diversas formas.

Todo dia praticamente ou eu, ou a Thais, (colega de trabalho/amiga/carona/sócia/ que senta na minha frente) soltamos meio sem querer, um verso de uma música que está na cabeça. Cantamos assim um versinho que está ali grudado, pra ver se né, vai embora. Isso quando não é pra dar uma tiradinha de sarro no contexto que estamos falando. Geralmente a outra continua, porque quase sempre são músicas meio bregas, do cenário AM/FM que todo mundo conhece. A última foi “Eu fui embora meu amor chorou…vou voltaaaaa- aaaaaar, amoooooor, yo quiero te namoraaaaaaa-aaaaar, amor”.

Mas a nossa preferida mesmo é “Viva La vida”, do Coldplay, principalmente o “ôooooooooo” que vai aumentando gradativamente e vai preenchendo a gente com toda aquela vibração e energia. Nós já começamos a nos imaginar correndo em um campo florido, ensolarado, em direção á felicidade e é inevitável não levantar os braços no ritmo da canção. Isso acontece com vocês também?

Existem ou não existem músicas que fazem isso com a gente? Além das classificações por estilo que existem, as músicas pra mim podem ser separadas em grupos de “sensações provocadas”. Elas podem ser de raiva, tristeza, dor, revolta, lembrança, baladas, ânimo, amor, descarrego ou que simplesmente dão ritmo ao dia.

Mas essas que dão uma sensação de vida, liberdade, de algo a mais, que vão crescendo e te levando pra longe da mesa do escritório, dos problemas, do seu cotidiano, do seu mundo e de toda e qualquer desesperança, são geralmente especiais e eventualmente me dizem que pular do “modo” mau humor para o de plenitude é muito fácil…

Aqui vão algumas das minhas impressões. Por mais que as letras não falem sobre nada disso que falei acima, o que importa aqui são as sensações que surgem por diversos motivos, variando de pessoa pra pessoa, nesse caso, as minhas. Fica a dica neam?

- Viva La Vida – Coldplay

- Going on – Gnarls Barkley

- The Fear – Lilly Allen

- Beautiful Day – U2

- It’s a long way – Caetano Veloso

- Shadowplay – na versão do Killers

- Kiss of life – Friendly Fires (meu vício do momento que deu origem a esse post)

- Staring at the sun – TV on the radio

- Time Awaits – The Kooks

- Concrete Jungle – Bob Marley

- Boy with a coin – Iron & Wine

- Carmensita – Devendra Banhart

- Leave Before The Lights Come On – Arctic Monkeys

- Idioteque – Radiohead

- My Hero – Foo Fighters (preferida do mundo quase inteiro)

- Breaking the girl – Red Hot Chili Peppers (da mesma categoria da de cima)

- Tonight, Tonight – Smashing Pumpkins

- Madonna – Ray of light

- Moby – In this World

- Matisyahu – Jerusalém ou King without a crown. Fiquei indecisa, amo as duas.

E você, quais seriam suas sugestões?

Ps: Mais que as músicas, tem coisa que deixe a gente mais feliz, feliz, feliz do que a presença do Sol? Amo o calor e o Sol in-con-di-cio-nal-men-te.